Nas noites mais solitárias... o frio toca o coração e o pulsar diminui absurdamente, como que petrificasse todos os sentimentos. Minha densidade ocupa todo o espaço, o tempo para e torno-me inerte.
Mesmo dentro dessa imensidão escura onde nenhuma luz transpõe, o crítico de reatividade me resta; é o que preciso pra recomeçar meu ciclo, é a energia inicial de meu Big Bang e torno-me então singular. E como uma nova manhã de Sol, um novo eu nasce.
Sou feito de intervalos nebulosos, um dia sou tempo, matéria e energia noutro sobre forte compressão, sou anti-vida.
Não me esqueço de que sou feito para o Universo e não ele para mim. Num parelelo bem menos distante e muito mais compreensível: eu sou do mundo mas ele não é meu.
Minha matilha se foi, para trás eu fiquei, trilhei caminhos mil e nem sei se nessa vastidão algum dia iremos nos encontrar.
