Injusto, onde estão minhas asas para cruzar o Atlântico e contemplar o nascer do Sol entre as nuvens, onde eu seria muito mais do que sou e onde meu coração tomaria todo o espaço? Onde estão as mesmas que me deixariam no olho do furacão e de lá seguiria a espiral e toda a sua energia? E quando a noite chegar o brilho de cada estrela eu possa testemunhar ,distante de cada luz de mercúrio.
Quero sentir meu peso, quero sentir a força da Terra me chamando de volta, como que sentisse falta de mim e sem mim não pudesse ficar. Solidão ou servidão?
E aqui fico incapaz, enquanto as hienas (as malditas do riso) comemoram mais um dia sem caça, esperando minhas carnes definharem de fome e de meus restos alimentarem-se.
