segunda-feira, 5 de julho de 2010

Das pessoas mais animais!


Somos animais feridos, que domesticados esquecem o risco. Risco que corremos em perder nosso hábitat, nosso bando, nossa caça pra vivermos em função do que não nos contem; em função do que destrói nossa essência. Um lobo não deve estar entre os cordeiros, deve caçá-los (isso é nossa estratégia).
A caçada é que nos mantém mais próximos de nossa essência selvagem, de toda a liberdade que nos tolhem com leis, moralismos e preconceitos de nossa caçada.
Somos e devemos ser muito além disso; todo filhote planeja liderar sua matilha quando indivíduo alfa, mas somente o mais audaz alcança seu propósito.A liderança não é isolante social, é instinto de sobrevivência: o mais forte e por conseguinte mais ''esperto'' tem vantagem em destinar seu grupo pelo caminho menos sinuoso e de melhor caçada. Segue que: um por todos e todos por um.
A espécie preserva-se pela capacidade de liderança, pelo território demarcado e pelas possibilidades de caça. Na natureza toda hierarquização em níveis de força e esperteza é garantia de sucesso. Por que nossa sociedade insiste em generalizar a ineficiência de um líder, se sempre que ocupa-se invejosamente o posto propenso torna-se incapaz? Fica a resposta em cada um de nós ( sabemo-lá, mas insistimos em negar para manter uma aparência social).
Se está na condição de líder, é porque ali mereceu estar e ali foi posto (ou por sua força ou pela incapacidade dos indivíduos beta e ômega). Este mundo é feito de lobos e cordeiros naturais em si. Entre os lobos a preocupação é em perseguir pela necessidade, entre os cordeiros é correr pela incapacidade de defender-se. São fatos inquestionáveis, mas nosso lugar tem que ser remarcado todos os dias... isso é ativismo.