sábado, 12 de março de 2011

Que górgona eu sou?

Medusa? Será? Certo estou que sempre mostro a verdadeira face das pessoas. E que meu jogo mais divertido é o de brincar com pessoas que se julgam espertas - toda certeza é burra. E errar é a coisa mais correta que temos a fazer, assim nos tornamos imprevisíveis - quem somente busca o acerto, por si só já é um erro grave.

Eu bem que poderia dar aulas a uns amigos (!?) que tenho - mostrar-lhes o sentido de caminharmos de braços dados.

Mas não quero petrificá-los. São corruptos.

Esteno? É... pode ser também... eu sou ditador. Não conduzo as pessoas no grito, mas com o jeitinho brasileiro de pedir meio que apelando para a compaixão... Sempre, e olhe que discordei disso um dia, as pessoas tem um mínimo de humanidade ainda... então são fáceis de manipular (mas não faço isso por mal, que fique claro, é só uma forma aprumá-las na vida).

Diferente disso, a dúvida que crio nas pessoas é a certeira para a resposta de suas vidas.

Tenho ódio de quem manipula por prazer. Isso é nojento e não glorifica ninguém - apenas reduz a qualidade (!?) de um nada.

Euríale? Não? Todo desconhecido é parte do medo que consome a alma (!?) das pessoas. Ei vim para clarear a estrada... o farol, a lanterna e a vela.

Então chego a resposta, tão logo você também tenha chegado.

A mitologia grega é o retrato das faces humanas frente a seus medos e qualidades.
É História da psicologia e o marco de que todos somos deus, homem e demônio de si.
Não vamos negar que cada um de nós tem um pouco dessa tríade.

Detalhes de uma noite inspiradora - aversão ao fim!

Não nego que meu único medo é da morte. E não pelo que ela é, nem como ela será - lenta e gradual nas garras da tortura, um tiro silencioso e o som da queda de uma muralha, o afogamento de um ser que não foi livre para destruir tudo que sempre sonhou em construir, uma colisão de ideias aonde um colapso nervoso se faz e meu corpo não suportará? Enfim... é pelo fato de não saber meus próximos dias.

Odeio o fato de ser poeira cósmica coesa e orgânica, e tento todos os dias aceitar essa condição de reciclagem da natureza.

Procuro, obviamente, saber se estou indo bem na caminhada. E cada vez mais, acredito no erro que cometi... nos mil erros que fiz.

Faltou-me coragem para ser aquele monstro, porque ainda resta-me uma certa nobreza que me põe acima do senso comum... e  confio nela na certeza do amanhã.


Perdi a noção de tempo. Estou a caminho de 1/4 de vida e tudo que fiz até agora representou muito para as pessoas que convivi nesses anos, mas para mim não passam de memórias que alimento para não perder o contato com a humanidade e regredir à selvageria.


É muito ruim ser deus de si. Por hora, acho felicidade em ser um imbecil como meus irmãos bípedes racionais (!?) que vivem sob a égide de uma figura que só fulgura o mal que eles são, protegendo seus mal-feitos e dando sentido a vida-bosta que eles tem.


Ah... não quero isso para mim. Morrerei no anonimato, mas morrerei certo de mim. Ah... essa vida de ser deus.

Um passo.. dois passos... e caindo no abismo. E daí?

Há coisas que realmente são insuportáveis. Essa gente que me cerca; esse povo que olha e diz o que devo fazer tem que entender, por bem ou por mal (e isso não é uma ameaça, sim um alerta amigo), que essa cara que demonstro é só a figura decaída de um monstro adormecido que eu luto todos os dias para não acordar.

Eu sei quanto sou versátil na arte de persuadir... mas há 4 anos eu preferi seguir outro caminho (certo de que tive culpa no que fiz e mais certo ainda de que não me arrependi nem por um instante... mas do jeito que ia, não dava para sobreviver por muito tempo sem ser encarado como ameaça pública.

Não sou assim, propriamente não, mas o que penso eu digo sem medo nenhum  de julgado. Até tentei mudar as pessoas, mostrando a elas a verdadeira face das outras pessoas... mas elas preferiram a ilusão. E eu, como bom que sou (!?), deixei elas seguirem seus caminhos.

Agora, pensem no que aconteceu?

Simples assim, todos vieram me atacar. E eu, certo de minha razão, me defendi da melhor forma: atacando no velho mood de crueldade - só existe uma forma de machucar as pessoas e é falando a mais pura verdade em tom de deboche.

Ninguém suporta esse fato... causa dor e revolta em qualquer um. Eu gosto de abusar dessa arma - fazer da mentira a verdade, e da verdade uma grande mentira bem contada.

Tolos são todos. Eu sou quem eu quero que você veja.