Custo acreditar quão simplório é o Universo. Todavia sua infinidade foi a barreira para sua compreensão, dado que tal dimensão poderia conter coisas que não poderiam ser supostas, mas tudo nele segue parâmetros de composição e comportamento físico.
Desconsiderando toda sua grandeza incalculável e todas as teorias de suas dimensões, posições, sistemas e funcionamento, resta o fato de como tudo está organizado numa harmonia capaz de silenciar o mais gritante de todos os medos: a morte.
Por que o medo, medo do que? Medo de não ser lembrado ou ser esquecido? Não somos tão fortes e capazes? Não temos toda a certeza em algo superior acima de nós, de cunho divino? "É tanto medo de sofrimento, que sofremos só de pensar...".
Não somos a referência para o Universo... mas ele é nosso ponto referencial. Sendo assim, fazemos parte dele, mas numa proporção infinitesimal. Claro que isso não justifica dizer que somos poeira cósmica ou poeira ao vento, mas incide em comprenedermos o nosso significado. Não somos uma criação suprema, somos prole gerada do acaso interatômico de significância elementar, pensante integrada ao meio que nos criou e que modificou-se com tempo possibilitando nossa junção, simbioticamente.
A morte (catálise de nossos sistemas) é simples reciclagem desse meio, que busca por força própria equilibrar-se. Esses corpos universais são regidos proporcionalmente pelas forças e fatores que os fazem, pela integração harmônica entre todos os sistemas. Os desequilíbrios são compensados pela reciclagem contínua do fluxo de energia e de suas concentrações.
Do pó viemos ao pó retornaremos. Tudo natural, como somos e como é nossa condição. Então, aproveitemos a vida do jeito que desejarmos. Ela é imprevisível e limitada, não tem prorrogação nem vai além dela mesmo.
