Hora de viver só. Nunca estive disposto à divisão de espaço territorial, aéreo ou marítimo. O que é meu não deve ser invadido, muito menos alvejado.Ainda acredito que poucos possam compreender isso que proponho, mas sei que ninguém entende realmente. Sempre foi importante pra mim estar só e livre de tanta gente me observando e tentando ver e prever meus passos. Caminho à sombra e à noite.
Já conversei e expus isso para muita gente, uns acharam paranóia, outros loucura e um pouco de soberba. Mas nenhum conseguiu sentir o que digo, nenhum tentou experimentar cada som entendido como palavra no mínimo de seu significado, que exploro impondo múltiplas interpretações. Esse emaranhado de informações sempre levou ao mesmo caminho, ou pelo menos ao mesmo ponto que a denotação propunha.
Ninguém pode dizer que fui errado, afinal... erros e acertos são relativos e, contra fatos não há argumentos, a não ser velhas desculpas ou velhos pedidos de desculpas. Mas porque desculpas, se não houve a culpa? Mero formalismo.
Lembrando que ainda não conheci coisa melhor que o silêncio, a escuridão e o frio - todos juntos. Nesse momento sinto o coração, o pulso e o impulso.
Que impulso seria esse que me mantém ligado a esse mundo comum?
Que força é essa que me diz pra erguer a cabeça e atropelar meus medos?
Que dor é essa que me desperta?
Que grito é esse que me diz o basta!?
Embora não o conheça, mas sei que é o segredo que carrego que eu nem sei ainda qual é.
Psicose? Psicopatia? Distúrbio antissocial? O que gera minhas ideias mais revolucionárias?